Aciai e entidades retomam discussão pela construção de nova delegacia

Na manhã de quinta-feira (9), a Aciai promoveu uma reunião para retomar o diálogo com as entidades sobre a necessidade da construção de uma Delegacia Cidadã em Irati. Representantes de diversas entidades envolvidas no pleito participaram da reunião, entre elas: Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Conselho de Segurança e da Comunidade, prefeituras de Irati e Inácio Martins, e Câmara de Vereadores.

O presidente da Aciai, Oscar Muchau, comenta que é importante trazer as entidades para discutir o problema. “A reunião foi bastante produtiva, pois através de cada entidade pudemos ter mais informações de toda a situação. Agora é preciso estabelecer um foco para que consigamos conquistar nosso objetivo que é melhorar a segurança em nossa cidade”, avalia Muchau.

DECISÕES

Após a explanação das entidades sobre a viabilidade do projeto, ficou decidido que o próximo passo será a verificação da disponibilidade de terrenos, que pertençam ao Município, para abrigar a Delegacia Cidadã – onde apenas será realizado atendimento ao público.

Além das necessidades de melhorias no atendimento, outra questão é de que o atual prédio da carceragem tem mais de 50 anos e está em precárias condições estruturais e sanitárias. Outra questão emergencial é a superlotação do prédio, com capacidade para 30 detentos, e hoje comporta 68.

Na reunião também foi discutida a necessidade de construir um espaço para abrigar a carceragem. O delegado de Polícia Civil de Irati, Paulo Cesar Eugênio Ribeiro, comenta que um dos primeiros passos para isso é de que a gestão de presos não seja mais compartilhada como o que ocorre hoje, entre a Secretaria de Estado da Segurança Pública e a de Justiça, Trabalho e Direitos Humanos. “O primeiro passo é conseguirmos o local para atendimento ao público e depois vamos estudar se reformamos a carceragem ou construímos uma nova”, mencionou.

O prefeito Jorge Derbli disse que o Município vai buscar um terreno que atenda as exigências para a obra. “Devemos ter um espaço que atenda a demanda local, um projeto focado na nossa realidade, até para que lá na frente não tenhamos que abrigar presos de outros municípios”, comenta Derbli.

O promotor de Justiça, Eduardo Ratto, destaca que primeiro é preciso atender a realidade local. “Hoje, não temos nem o básico. Isso é o mínimo. Se conquistarmos essas melhorias já será uma grande vitória. O caminho é a adaptação da carceragem para os presos provisórios e melhorias na parte administrativa para atendimento à população”, apontou o promotor.

Aciai e diversas entidades se reuniram para conversas sobre o tema

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