OBSERVATÓRIO SOCIAL: Cerimônia marca início das atividade

Leonardo Schenato Barroso (matéria:Folha de Irati)

Na manhã de quinta-feira (01), uma solenidade foi realizada para formalizar a filiação do município de Irati ao Observatório Social do Brasil. Estiveram presentes no evento os vereadores Antonio Celso de Souza e Alceu Hreciuk, o prefeito Odilon Burgath e diversos membros do Secretariado Municipal, além de empresários e autoridades representando o Poder Judiciário e o Ministério Público.

O presidente do Observatório Social de Irati, Vanderlei Zarpelon, pediu auxílio das autoridades para que o órgão cumpra seu papel de fiscalização dos poderes Executivo e Legislativo municipais. “Conto com a colaboração do prefeito, do presidente da Câmara, dos secretários e dos vereadores para que a gente possa efetivamente atuar no município. A ideia é a gente se ajudar”, afirmou.

Zarpelon ainda enfatizou o papel de toda a comunidade iratiense nas atividades do ente. “É preciso deixar claro que o Observatório não é uma propriedade particular minha, da diretoria, nem de ninguém. Nós somos somente voluntários, que estamos dedicando um pouco do nosso tempo para essa atividade. Mas toda a comunidade iratiense pode e deve participar. São todos bem-vindos a nos acompanhar e nos ajudar”, comentou.

Em seguida, quem usou a palavra foi a diretora executiva do Observatório Social do Brasil, Roni Enara. Ela iniciou sua apresentação com diversas informações técnicas sobre a entidade, como por exemplo, que atua em 77 municípios e 14 Estados brasileiros, e que já possibilitou uma economia de R$ 300 milhões aos cofres públicos desde o início de sua atuação, em 2007, e que a média do número de empresas que participam do processo licitatório é maior em cidades onde o observatório funciona.

Foram citados diversos exemplos de atuação da entidade, como em Ponta Grossa, onde houve economia de R$ 24.980 milhões em 8 meses por meio do acompanhamento de licitações, e Itajaí, onde a atuação do Observatório levou o Ministério Público a cancelar uma licitação irregular. “São diversos casos. Existem empresas que só vendem, de clipe de papel a helicópteros, mas não entregam nada, e outras que, quando a Prefeitura faz o levantamento de preço, jogam o valor lá em cima para que a média seja mais alta e possam lucrar mais explorando o erário público, etc”, apontou Enara.

Quem também esteve presente foi o vice-presidente do Observatório Social do Brasil, Nei Nóbrega. Em uma apresentação bastante emotiva, ele esclareceu: “Nosso trabalho não é fazer denuncismo, não é ir na imprensa e mostrar irregularidades. Pelo contrário, nossa ideia é valorizar os representantes que efetivamente estejam cumprindo suas funções e respeitando os princípios que regem a administração pública”, destacou.

Nóbrega ainda pontuou questões referentes ao movimento “Zona Livre de Corrupção”, iniciado pelo Observatório Social do Brasil. “Onde é que começa essa praga que assola o país, chamada corrupção? Quando a gente fura fila, estaciona em local proibido, oferece propina para ser liberado pela polícia, dirige sob efeito de álcool. É aí que começa a corrupção, e é contra isso que estamos lutando”, disse.

O secretário municipal de Finanças e Orçamento, Luiz Valdir Slompo de Lara, comentou sobre a importância do trabalho do observatório no sentido de divulgar os processos licitatórios. “Houve casos de licitações que abrimos e acabaram desertas, ninguém participou. Abrimos novamente, e quem ganhou foram empresas de fora. Então é interessante que haja esse trabalho maior de difundir essa informação para que os empresários locais sejam mais valorizados”, mencionou.

Por fim, o prefeito Odilon Burgath fez seus comentários. “O Observatório Social faz parte da legítima cidadania. É um órgão apartidário e uma ferramenta que nos dá mais segurança ainda na questão de transparência, eficiência e qualidade na prestação de serviços públicos”, citou.

O Observatório Social do município funcionará em anexo ao prédio da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Irati (ACIAI), localizado à Travessa Frei Jaime, 40, Centro.

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