Reduções de juros e prorrogação do IPI aumentam as vendas

CONSUMIDOR – Com tantas facilidades o consumidor deve ficar alerta com o endivadamento

Junto com o reajuste do salário mínimo, o brasileiro também ganhou inúmeras facilidades que ativam seu poder de consumo. Foram reduções de taxas de juros bancários, como por exemplo, o da Caixa Econômica Federal que baixou em até 88% os juros de seus serviços, entre eles crédito pessoal e cheque especial. Além do prazo prorrogado na redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para produtos da linha branca.

Todas essas medidas trouxeram ao consumidor a oportunidade da aquisição e o perigo do endividamento. “Essas medidas adotadas pelo Governo são medidas inteligentes, pois o Brasil está em um momento em que sua economia está boa. Porém, mesmo com as reduções, o País continua com os maiores juros do mundo, e o consumidor deve ficar atento a isso. A cada duas famílias, uma está endividada”, explica o economista Douglas Bácaro.

VENDAS

Com a ampliação das divulgações de medidas como esta, o brasileiro passou a aproveitar ativamente do mercado comercial nesse tipo de época. “Através de balanços verificamos que existe um aumento considerável de vendas nos últimos quatro anos. E o pessoal está informado sobre essas reduções. Nessa prorrogação do IPI tivemos um salto de vendas”, conta o consultor de vendas de uma loja de móveis, Milton Perez Lopes.

Segundo Milton, o aumento de vendas chegou a 50% nos eletrodomésticos, principalmente em refrigeradores e máquinas de lavar. “Os clientes inclusive anteciparam suas compras para o Dia das Mães, antes de saberem sobre a prorrogação do prazo do IPI”, ressalta ele. Os produtos que fazem parte da linha branca, chegaram a ter redução de até 30% do valor total.

Mesmo sem a mesma divulgação, os móveis também tiveram redução de IPI, prorrogação de prazo e consequentemente, aumento de vendas. “Não houve um impacto tão grande como os eletrodomésticos, mas chegou em um aumento de 20%”, diz o consultor.

FORMAS DE PAGAMENTO

Segundo Lopes, 90% dos clientes parcelam suas compras. “Isso inclui crediário e cartão de crédito. Cartão de crédito o número é bem mais significativo”, diz ele. E é essa forma de pagamento, que gera preocupação entre empresários e economistas, já que muitos se tornam inadimplentes pela falta de controle em relação ao seu uso. “As pessoas devem aprender que cartão de crédito é meio de pagamento. Normalmente elas usam como crédito e isso não pode, acaba acumulando muitas parcelas no final do mês”, diz o economista Bácaro.

Segundo ele, jamais deve-se utilizar a alternativa de pagamento mínimo da fatura. “Pague sempre o total e nunca o mínimo. Faça as parcelas dentro do seu orçamento, pois se você escolher essa opção de pagamento mínimo terá que pagar além dos juros que são acrescidos no produto adquirido, os juros do atraso, que por sinal é extremamente alto”, pondera ele.

Para o economista o segredo pesquisar os preços e não comprar por impulsividade. “O consumidor deve olhar o valor total do produto e não os valores das parcelas. De parcela em parcela, no final do mês ele está com o orçamento maior do que aquilo que recebe”, ressalta Bácaro.

RENEGOCIAÇÕES

Para aqueles que estão inadimplentes, e levantaram a alternativa de empréstimo pessoal para sanar sua dívida, a dica também é pesquisar. “Tudo é cálculo. A pessoa deve fazer um levantamento de juros que corre em sua dívida e aquele que pagaria no empréstimo. Se a do empréstimo for menor, vale a alternativa”, explica o economista. Segundo ele, o importante é não ter pendências no mercado.

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