De Indio para Cacique

 

  

Empreendedor – Deixando de ser índio, para virar cacique…

Artigo

* Thiago Cordeiro

Neste mês irei abordar um tema que está em alta no momento, as pessoas que trocam o competitivo mercado de trabalho, para entrar no também competitivo mercado empreendedor. Contudo, enganam-se aqueles que pensam em dar esta guinada na carreira acreditando que terão menos trabalho e que ganharão dinheiro de forma mais fácil e rápida.

Recentemente em uma palestra, Max Gehringer comentou que aqueles que pensam em tornarem-se empreendedores apenas porque não gostam, ou cansaram, de receber ordens do chefe já estão começando da maneira errada as atividades de sua empresa. Tornar-se empresário significa trocar alguns chefes, por vários e mais exigentes: os clientes. E como os antigos chefes de sua ex-empresa, os clientes também serão os responsáveis pelo seu salário…

Segundo dados do IBGE, no Brasil 99,2% das empresas se enquadram como pequenas e microempresas e quase 14 milhões de brasileiros trabalham nelas. Para se ter uma ideia da vocação empreendedora do brasileiro, em nosso país 1 em cada 8 adultos abre um negócio, nos EUA este número é de 1 em cada 10 e na Austrália é de 1 em cada 12.
Infelizmente, das empresas “nascidas” no Brasil 35% delas “morrem” antes de completar 1 ano, 46% delas no 2º ano e 56% no 3º ano.

De acordo com pesquisa do SEBRAE, os principais motivos para esta “mortalidade infantil” são: 1 – Ausência de comportamento empreendedor; 2 – Ausência de um planejamento prévio adequado; 3 – Deficiências no processo de gestão empresarial; 4 – Insuficiência de políticas públicas de apoio aos pequenos negócios; 5 – Dificuldades decorrentes da conjuntura econômica; 6 – O impacto de problemas pessoais sobre o negócio. Além disso, é importante também conhecer do assunto em que se pretende investir. Não adianta, por exemplo, montar uma Lan House, se você não conhece nada sobre o mercado de informática.

Os empreendedores também se dividem em alguns tipos:

O Empreendedor Nato – é o visionário, sempre à frente de seu tempo. Tem como referenciais seus pais, familiares, e já traz do berço toda uma criação voltada ao empreendedorismo. Tendem a ser aqueles com maior sucesso em suas empreitadas.
O Empreendedor Inesperado – é um tipo bastante comum no Brasil, trata-se de alguém que não tinha pretensões de ser empresário, porém, em algum momento crucial, recebe um convite para uma sociedade ou mesmo percebe uma oportunidade em potencial.
O Empreendedor Serial – este tipo de empresário é motivado pelo ato de empreender e criar coisas novas. Não almeja criar uma empresa e transformá-la em uma grande corporação, mas sim em criar várias empresas de segmentos diferentes e aproveitar cada nova oportunidade.
O Empreendedor Social – é o empresário preocupado com a construção de um mundo melhor para todos. Suas motivações são altruístas e não visam o lucro financeiro, ao invés disso procuram disponibilizar educação, saúde, cultura para os menos favorecidos, e tem nestas realizações as suas concepções de sucesso profissional.
O Empreendedor por Necessidade – geralmente cria seu próprio negócio por falta de qualificação profissional e, consequentemente, de boas opções no mercado de trabalho ou por alguma situação de desemprego. Infelizmente, é aquele com a maior possibilidade de fracasso, devido ao despreparo e falta de planejamento.
O Empreendedor Normal – este é o empreendedor moderno. Faz o planejamento do negócio, estudos de viabilidade financeira e econômica, pesquisas de mercado, planos de divulgação, etc. Com seu planejamento consegue aumentar bastante as chances de sucesso do empreendimento.
Agora, reflita em qual destes tipos de empreendedores você se encaixa, e procure saber quais são as Forças e Oportunidades de seu negócio e como se defender das Fraquezas e Ameaças do mesmo.

Segundo Timmons (1994):“O Empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20”, sendo assim se você sente que tem o chamado para participar desta revolução, não deixe de ser também o próximo revolucionário. E lembre-se, um empreendimento de sucesso com certeza trará grandes retornos financeiros. Mas para isto serão necessários: planejamento, trabalho, persistência e fé no sucesso.

*Thiago Cordeiro é Administrador de Empresas e trabalha como Consultor de Recursos na FAZ RH – Agência de Empregos e Estágios de Fazenda Rio Grande

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